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lunes, 25 de junio de 2012

Brasil enriquecerá uranio a partir de 2012


La Armada brasileña, a cargo del proyecto, producirá 40 toneladas, que se destinarán a aplicaciones científicas y técnicas. La Constitución del gigante sudamericano prohíbe el desarrollo de armas nucleares 

 

Con el ciclo de enriquecimiento de uranio completo, se pone en marcha la Usina de Gas de Uranio (Usexa), en Iperó, en el interior del estado San Pablo. Con esta planta, también a cargo de la Armada, Brasil evitará que la última etapa del proceso sea realizada en el , según difundió el diario O Estado de S. Paulo. Hasta ahora, esa se realizaba en el exterior, en la empresa canadiense Cameco. 

El cronograma establecido prevé que la  carga brasileña de yellow cake se producirá en las próximas semanas y luego de ello, la planta será sometida a una inspección general a cargo de técnicos de la Comisión Nacional de Energía Nuclear. 

Más tarde, a partir de septiembre, la Usexa comenzará a recibir elementos sensibles, como nitrato de uranio y ácido fluorhídrico, y las pruebas con esas sustancias se extenderán por 150 días. Al cabo de todo ello, "la producción plena comenzará en 2012", según afirmó el Jefe de la Armada, Moura Neto. 

A partir de entonces, la usina fabricará unas 40 toneladas anuales de uranio limitado al 5% y otra línea al 20%, para aplicaciones científicas y técnicas. Las armas nucleares exigen un nivel de enriquecimiento superior a 90% y en Brasil la producción está prohibida por la Constitución. 

En los próximos días, la industria naval brasileña comenzará a ensamblar los submarinos Scorpéne/Br, en la planta de Itaguaí, en el litoral sur fluminense, a los que se les agregará motores a propulsión nuclear en 2016. El programa prevé la construcción de una nueva flota de submarinos de ataque y de un gran navío, todos ellos a propulsión atómica. 

Con esos vehículos, Brasil aspira a vigilar los aproximadamente 4.500 millones de kilómetros cuadrados de litoral, especialmente los yacimientos submarinos de petróleo hallados pocos años atrás que, de acuerdo con los análisis de expertos, convertirán al país en una potencia petrolera. 

http://america.infobae.com/notas/28968-Brasil-enriquecera-uranio-a-partir-de-2012 
http://www.taringa.net/posts/noticias/11562511/Brasil-enriquecera-uranio-a-partir-de-2012.html

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Abril 2010. Brasil.

Amazônia ampliará sobra de urânio no país

Breve introdução ao tema
A causa da nova febre de urânio é, por um lado, a construção anunciada de novas usinas nucleares no Brasil, na China e também na Europa e, por outro, a expectativa de uma alta dos preços no mercado internacional de urânio – turbinada pelo argumento falso de que a energia atômica proteje o clima. Mesmo que não haja emissões diretas de CO2 das usinas atômicas, a energia nuclear não beneficia o clima de maneira alguma. 

O aproveitamento da energia atômica na verdade gera quantidades notáveis de gases de efeito estufa. A mineração de urânio, a produção do insumo yellowcake, transporte, construção de reatores, enriquecimento do urânio, produção das varas de combustível nuclear, “tratamento do lixo nuclear”, tudo isto, conforme o cientista e especialista em energia atômica sul-africano David Fig, contribui de maneira significativa para as emissões de gases de efeito estufa.

Amazônia ampliará sobra de urânio no país
Com excedente ainda maior após exploração de nova reserva, Brasil poderá exportar minério que serve de base para usina nuclear. O plano é exportar produto já na forma de combustível nuclear; decisão sobre venda ou estocagem do excedente não está tomada.

Embora já conte com a produção de toneladas de excedentes de urânio a partir de 2012, o governo negocia aumentar, na Amazônia, a exploração do minério no país. A cerca de 120 quilômetros de Manaus, numa área ainda preservada de floresta, encontra-se uma das maiores reservas de urânio do país, de nome Pitinga, com supostas 150 mil toneladas do minério que serve de combustível para as usinas nucleares.

Segundo o presidente da estatal INB (Indústrias Nucleares do Brasil), Alfredo Tranjan Filho, a empresa negocia um acordo para a extração de urânio com a mineradora peruana Minsur, que comprou no ano passado os direitos de exploração da Paranapanema em Pitinga. No local, o urânio -monopólio estatal- aparece associado ao estanho.

“Todo o mundo é ávido por urânio”, diz Tranjan Filho, defensor de que o país deve exportar o urânio que produzir a mais para a geração de energia nas usinas nucleares.

A exportação de urânio ainda é tema de debate no governo, mas a página da estatal na internet não deixa dúvida sobre o objetivo: “O Brasil possui uma das maiores reservas mundiais de urânio, o que permite o suprimento das necessidades domésticas a longo prazo e a disponibilização do excedente para o mercado externo”.

O país produz atualmente, na mina de Caetité, na Bahia, cerca de 400 toneladas de urânio por ano. Em 2012, a previsão é produzir mais 1.500 toneladas por ano, com a primeira ampliação da extração em Caetité e com o início da exploração no município de Santa Quitéria, no Ceará. Na jazida cearense, começou a funcionar recentemente a primeira parceria com a iniciativa privada para a exploração de urânio. ( Veja também -> AIEA e INB: duas siglas parceiras contra a população de Caetité)

Com as duas usinas nucleares atualmente em operação no Brasil – Angra 1 e Angra 2-, o país consome menos de 500 toneladas de urânio por ano. Quando entrar em operação, provavelmente a partir de 2014, Angra 3 consumirá cerca de 320 toneladas por ano. (Veja também -> Interesses Franceses)

Também em 2014, o Brasil planeja dominar em escala industrial todas as etapas do ciclo do combustível nuclear, da produção do concentrado de urânio, conhecido como “yellow cake”, até o enriquecimento, a fabricação de pastilhas e a montagem das varetas usadas como combustível nas usinas nucleares. (Veja também -> Construção da Bomba Atômica Brasileira)

“A gente não quer exportar urânio como concentrado, mas já na forma de combustível nuclear”, adianta Tranjan. (Veja também ->Trafico de Material Radioativo & Linha do Tempo Nuclear Brasileira )

Quatro novas usinas nucleares, planejadas para entrar em funcionamento até 2030, deverão usar 250 toneladas por ano de urânio. Mas, antes mesmo de a primeira dessas quatro novas usinas começar a operar, e sem contar com o potencial de Pitinga, o Brasil estará produzindo 2.800 toneladas de urânio por ano. E usando menos do que a terça parte disso.

“Nossa prioridade é assegurar o fornecimento para as nossas usinas e as que estão planejadas. A decisão sobre o que fazer com o excedente será tomada quando ele realmente existir”, disse o ministro Edison Lobão (Minas e Energia).

Decisão
O comitê interministerial de desenvolvimento do programa nuclear ainda não definiu o que fazer com o urânio extra a ser produzido em Santa Quitéria. A mais recente reunião do grupo ocorreu em agosto, pouco depois do anúncio do resultado da licitação, ganha pelo grupo Galvani. Na jazida de Itataia, o urânio é encontrado associado ao fosfato, usado na produção de fertilizantes agrícolas.

A exportação de urânio foi assunto polêmico durante a primeira viagem de Luiz Inácio Lula da Silva à China, em 2004, quando os chineses manifestaram interesse em importar o produto brasileiro. (Veja também -> Lula cada vez mais nuclear)

Procurado pela Folha, o ministro Sérgio Rezende (Ciência e Tecnologia) não se manifestou sobre a ampliação da produção excedente de urânio planejada pela INB, estatal vinculada à pasta.

Se optar por não exportar os excedentes, o urânio produzido a mais pode ser estocado. “Se o país entender que deve ficar com estoques estratégicos, tudo bem”, diz Tranjan, insistindo em que o planejamento da estatal extrapola o mercado interno. “Nossa ambição vai além disso.”

O mundo tem hoje mais de 400 usinas nucleares em funcionamento. A demanda anual por urânio é estimada em 64 mil toneladas. O Brasil tem a sétima maior reserva mundial do minério. À frente do país, nesse ranking, estão: Austrália, Cazaquistão, Rússia, África do Sul, Canadá e Estados Unidos.

Fonte: Folha de S.Paulo/MARTA SALOMON/DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

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Construção da Bomba Atômica Brasileira


O cientista nuclear José Luiz Santana, ex-presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), disse ontem que o Brasil esteve perto de produzir uma bomba nuclear no início dos anos 90, mesmo depois que o ex-presidente José Sarney (1985-90) mandou desativar o buraco de testes na Serra do Cachimbo (PA). Ele revelou que peças chegaram a ser fabricadas e um dos estoques de urânio enriquecido disponíveis para o artefato estava dentro de um contêiner no campus da USP.
— Assumi em abril de 1990, no início do governo Collor, mas só em agosto a CNEN conseguiu submeter o contêiner ao seu controle -— declarou.
A desmontagem do processo de construção da bomba atômica brasileira, segundo o cientista, levou sete meses. Mais de 50 equipes estavam mobilizadas para desenvolvê-la. Além do urânio, Santana disse que suas equipes também encontraram um disparador e partes de uma esfera que formariam o artefato.
— É provável que parte dos técnicos mobilizados nem soubesse que estava fazendo uma bomba.
Em entrevista ao “Fantástico”, exibida na noite de ontem, Santana contou que teve acesso a um relatório ultra-secreto que detalhava a construção da bomba. Segundo ele, a potência do artefato seria equivalente à das bombas lançadas no Japão em 1945.
No programa, o ex-presidente da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Pedro Paulo Leoni Ramos (governo Collor), também revelou ter interceptado uma Kombi que deixava as instalações do antigo Serviço Nacional de Informações, no início de sua gestão, carregada de documentos. Entre eles, havia papéis referentes ao programa nuclear.
Santana ordenou rastreamento nas unidades
Santana disse que, ao assumir, encarregou a química nuclear Zelinda Gonçalves, diretora de Pesquisa e Desenvolvimento da CNEN, de percorrer as 44 unidades vinculadas à comissão, à procura de coisas que pudessem ter dualidade (material para fins pacíficos e bélicos).
São Paulo - Instalações do Centro Experimental de Aramar, na cidade de Iperó, a cerca de 130 quilômetros da capital paulista, local onde a Marinha desenvolve seu programa nuclear
São Paulo - Instalações do Centro Experimental de Aramar, na cidade de Iperó, a cerca de 130 quilômetros da capital paulista, local onde a Marinha desenvolve seu programa nuclear
O rastreamento, que mobilizou outros dez técnicos da CNEN, levou à descoberta do contêiner numa área ocupada pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) na USP. Santana afirma que o urânio enriquecido chegou ao Brasil por conta de um acordo bilateral com um país cujo nome recusou-se a fornecer.
O ex-presidente disse que sua estratégia, para desativar o programa, foi transferir equipes para outros setores e, no caso de instalações militares, redirecionar recursos. Santana disse que a última instalação submetida ao controle da CNEN foi Aramar, gerida pela Marinha. Ele contou que, durante a desativação, sofreu três atentados.

Fuente: http://perigoconcreto.blogspot.com/2010/01/construcao-da-bomba-atomica-brasileira.html
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6 mayo 2011
Enriquecimento de Urânio no Brasil: Desenvolvimento da Tecnologia de por Ultracentrifugação.

Por Othon Luiz Pinheiro da Silva* e André Luis Ferreira Marques** 


Após as iniciativas do Almirante Álvaro Alberto durante os anos 50 de realizar pesquisas científicas no Brasil, no setor nuclear, o governo brasileiro decidiu investir recursos, já no início dos anos 70, para dotar o país de capacitação plena no ciclo do combustível nuclear, produção de reatores de pesquisa e de potência e, finalmente, no reprocessamento de combustível nuclear utilizado nos reatores. Tal linha de ação visava garantir os meios necessários para o fortalecimento de nossa matriz energética, com a utilização dos recursos naturais existentes (minas de urânio e tório, cujas reservas estão entre as maiores no mundo) para a produção de energia elétrica, dentro da visão particular dos programas de desenvolvimento em vigor à época.

Dentro deste contexto, previu-se a construção de diversas usinas nucleares, em torno de 56 unidades do tipo PWR (pressurized water reactor). Além desse motivo, havia a necessidade estratégica de se colocar o setor nuclear do Brasil em grau de desenvolvimento no mesmo patamar que outros países de mesmo porte estavam perseguindo. Assim, diversas medidas foram tomadas, como a capacitação de pessoal no exterior, formação de empresas estatais para executar as atividades industriais e a criação e o fortalecimento dos institutos de pesquisas.

Neste cenário, em 1975, celebrou-se o Acordo Brasil-Alemanha de cooperação no setor nuclear, onde haveria a transferência alemã de tecnologia e alguns meios para os objetivos mencionados logo acima. Alguns itens derivados deste acordo são a fábrica de construção de reatores da NUCLEP (Nuclebrás Equipamentos Pesados, em Itaguaí) e a própria Usina Nuclear de Angra 2, ambos construídos no estado do Rio de Janeiro. No ciclo do combustível nuclear, a transferência tecnologia inicialmente prevista para o enriquecimento de urânio era a ultracentrifugação, a qual os alemães já dominavam há alguns anos. No entanto, por pressões internacionais, a transferência ao Brasil desta tecnologia foi vetada, oferecendo-se a alternativa do “jet-nozzle”, a qual ainda estava em fase de desenvolvimento laboratorial. O motivo de se enriquecer o urânio (aumento do teor de U235 em relação ao que se dispõe naturalmente) deve-se ao fato de que a probabilidade de ocorrer a fissão neste elemento químico ser muito maior do que em outros elementos químicos (da ordem de mil vezes).

Na mesma ocasião (final dos anos 70), a Marinha do Brasil (MB) identificou a necessidade de se operar com submarinos de propulsão nuclear, uma vez que estes são vetores com grande poder de disuassão e vantagem tática, em função de seu alto poder de discrição (pode operar muito tempo submerso, dificultando sua detecção por forças aeronavais de superfície). Por causa da grande densidade de energia de seu reator nuclear, além de gerar oxigênio para sua tripulação, o submarino nuclear pode manter altas velocidades durante muito tempo, permitindo-se patrulhar grandes extensões de mar territorial.

É importante mencionar que um País pretendendo operar submarinos nucleares deve providenciar toda a infra-estrutura necessária (base de apoio, fabricação e manutenção de componentes principais, entre outros), porque a dependência externa em se obter componentes vitais, tais como o núcleo do reator nuclear naval, é uma hipótese descartada, devido à vulnerabilidade logística inerente desse tipo de dependência. Em passado não muito distante, vimos este tipo de situação no veto de exportação de suprimentos ingleses para a Argentina, durante a Guerra das Malvinas, o que diminuiu em muito a eficácia de sua Marinha.

Dentre os diversos métodos de enriquecimento de urânio (separação isotópica do U235 em razão maior do que 0,7%, que aquela que se encontra na na Natureza), somente dois processos revelam-se atraentes para produção em escala industrial: a difusão gasosa e a ultracentrifugação.

No primeiro, comprimi-se o gás hexafluoreto de urânio (UF6) através de membranas microporosas, associadas em série, de forma a se separar o U238 do U235, sendo este último mais interessante para a fissão com nêutrons. Na ultracentrifugação, a separação é feita pela força centrífuga agindo nas partículas de UF6, cujo princípio é idêntico àquele que conhecemos em nossa casa, concentrando-se o U238 em uma região mais externa do que o U235, porque o primeiro é mais pesado somente cerca de 1% em relação ao segundo. Daí aparecer o termo “ultra” centrifugação (operar em velocidades tangenciais muito altas), para separar dois elementos cujas massas são muito próximas.

Todos os demais processos (e.g. eletromagnético, colunas térmicas) não se aproximam em termos de eficiência (da ordem de pelo menos 100 vezes) em relação à ultracentrifugação, seja pelo consumo elevado de energia e/ou pela geração de grande quantidade de efluentes químicos. Além disso, há processos que ainda não saíram da fase laboratorial, como é o enriquecimento a laser. O “jet-nozzle” seguiu o mesmo caminho, não sendo industrialmente eficaz.

Com a negativa de importação da tecnologia de ultracentrifugação e com a transferência alemã de um método não eficaz em escala industrial, decidiu-se pelo desenvolvimento nacional do enriquecimento de urânio por ultracentrifugação pela Marinha e por laser pela FAB, também no final dos anos 70. É importante mencionar que dentre as atividades do ciclo do combustível, o enriquecimento de urânio é a que reúne a maior complexidade tecnológica, por lidar com exigências técnicas muito estritas, em termos de seleção e desenvolvimento de materiais, em controle de qualidade dimensional, diversos métodos e etapas de fabricação eletromecânica, entre outros aspectos.

Desenvolvimento

A tecnologia de ultracentrifugação foi desenvolvida na Alemanha, durante a Segunda Guerra Mundial, pela equipe do Prof. Zippe. Posteriormente, os russos a aperfeiçoaram com o auxílio do próprio Zippe e alguns de seus cientistas. Atualmente, menos de 10 países no mundo dominam esta tecnologia, sendo o Brasil um deles.


Figura 1 – Esquema de Ultracentrífuga

Na figura 1, baseando-se em fontes ostensivas e em linhas gerais, apresenta-se um esquema de uma ultracentrífuga, com as seguintes partes [1]:

a) Carcaça
b) Rotor
c) Motor
d) Distribuidor e coletores de hexafluoreto de Urânio
e) Mancais

Para se obter a separação isotópica mencionada acima, deve-se operar com as maiores rotações possíveis, uma vez que a força centrífuga é proporcional ao quadrado da velocidade angular. No entanto, deve-se respeitar os limites de resistência dos materiais (devido às altas tensões mecânicas ou esforços solicitantes decorrentes) e diminuir o consumo de energia ao máximo. Nesta ótica, quanto menor for o atrito entre as diversas partes, melhor será o rendimento da ultracentrífuga.

Para a diminuição do atrito, opera-se sob vácuo entre a carcaça e o rotor, ao mesmo tempo que se atenua o atrito nos mancais. Desenvolvido e homologado um modelo de ultracentrífuga, fabricam-se diversas delas para que sejam montadas em arranjos série e paralelo, os quais passam a se chamar “cascata de enriquecimento de urânio”, em função das condições de contorno do projeto (quantidade de massa e teor de enriquecimento). Para reatores do tipo de Angra 1 e 2, são necessárias toneladas de UF6 enriquecido entre 3 e 5%.

Por exemplo, os arranjos em paralelo objetivam a produção de grande massa, mas com baixo teor de enriquecimento. Por outro lado, o arranjo em série provê uma quantidade de massa muito pequena, mas com alto teor de enriquecimento. A figura 2 apresenta um arranjo em cascata, onde o produto de um determinado estágio segue para a alimentação do estágio seguinte, enquanto que o seu “rejeito” retorna para alimentação do estágio anterior. Observa-se que se recicla o UF6 o tempo todo ao longo do processo: o produto de um estágio de enriquecimento é direcionado para a alimentação do estágio seguinte, enquanto que o rejeito do estágio inicial retorna para a alimentação do estágio anterior.

Como em aplicações de alto desempenho (e.g. aeroespacial, biomedicina), os materiais potencialmente aplicáveis em sistemas de separação isotópica devem reunir grande resistência mecânica, baixa densidade e resistência ao meio corrosivo (constituído pelo UF6). No quesito da resistência mecânica, considera-se para efeitos didáticos que a tensão mecânica associada seja proporcional ao quadrado do módulo de elasticidade (N/m2) dividido pela densidade (kg/m3). Consultando-se referências ostensivas, na tabela 1 evidencia-se que os materiais poliméricos são extremamente desejáveis, apesar de sua fabricação ser mais trabalhosa, assim como o seu projeto, uma vez que tais materiais exibem grande “anisotropia”, i.e. variação acentuada das propriedades, principalmente mecânicas, com as direções. Os materiais metálicos, como os aços “maraging” ou as ligas de titânio são também atraentes, mas sua densidade diminui sensivelmente o desempenho, quando se compara com os materiais compósitos.



Legenda:

A – Alimentação (com urânio natural)
P – Produto (ou parte enriquecida)
R – Rejeito (ou parte empobrecida)

Tabela 1 – Comparação de propriedades de materiais [1]
 

O poder de separação de uma ultracentrífuga é medido em kg de UTS, ou Unidade de Trabalho Separativo, por ano (kg UTS/ano). Esta unidade advém da teoria de operação de meios em cascata, onde se emprega o conceito matemático de função de valor. Em linhas gerais, a equação 1 expressa esse poder [2].
Poder de Separação ~ L x rotação n x D x DM 2 x Temp –2  (1)

Legenda:

L – comprimento vertical
D – coeficiente de difusão do UF6
DM – diferença de massa entre isótopos (U238 – U235)
Temp – temperatura do UF6
n – coeficiente entre 4 e 5.

Como se pode notar, quanto maior a rotação maior será o poder separativo, assim como o comprimento do rotor, e menor for a temperatura do UF6. Entretanto, é digno de nota que o ponto triplo deste gás é muito próximo das condições normais de temperatura e pressão (CNTP), fazendo com que este dessublime (passe do estado gasoso para sólido) facilmente naquelas condições, o que pode entupir tubulações de processo. Além disso, em contato com o ar, o hexafluoreto de urânio reage com a umidade produzindo o ácido fluorídrico (HF), que é perigoso.

Identificados os principais aspectos técnicos do desenvolvimento da ultracentrifugação, o programa nuclear da MB construiu todos os meios laboratoriais e industriais necessários para se desenvolver e implantar esta tecnologia no Brasil. Como sempre feito pela MB, mobilizaram-se alguns dos melhores talentos e meios existentes no Brasil, reunindo-se equipes de vários setores: engenharia mecânica, mecatrônica, engenharia eletrônica, engenharia de processos, engenharia de materiais, entre outros. Para a gerência dos recursos materiais e humanos, a MB criou a Coordenadoria para Projetos Especiais (COPESP), em 1986, posteriormente renomeada como Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP), com sede no campus da Universidade de São Paulo (USP) e o Centro Experimental ARAMAR (CEA) na região do município de Iperó/SP. A escolha pelo Estado de São Paulo recaiu por ser o estado que dispõe do melhor parque industrial, contando também com escolas de engenharia e centros de pesquisa de primeira grandeza.

Como se sabe, os fenômenos de transporte (gás dinâmica) e transferência de calor associados aos fluidos que escoam em velocidades muito altas apresentam-se como não lineares, sendo muito difícil a sua simulação por meios puramente analíticos e numéricos, mesmo com a atual disponibilidade de recursos computacionais de grande capacidade.

Assim sendo, no desenvolvimento da tecnologia de ultracentrifugação de urânio, foram construídos diversos laboratórios, relacionando-se estes com muitos institutos de pesquisas, empresas e universidades em todo o território nacional. Em poucas palavras, tal desenvolvimento é fundamentado em experimentação e simulação em diversas escalas (inclusive a natural ou 1:1), de forma a se homologar um componente ou sistema para a produção e montagem industriais. Nas diversas parcerias firmadas, a interação procura a otimização contínua de aspectos multidisciplinares, incorporando-se às máquinas o que se há de mais avançado nas diversas áreas tecnologias com materiais avançados, técnicas de fabricação, malhas de controle e eletrônica.

O produto deste esforço nacional pode ser visto nas duas instalações de enriquecimento de urânio da MB no CEA: o Laboratório de Enriquecimento de Urânio (LEI) e a Usina de Demonstração Industrial de Enriquecimento (USIDE), as quais operam desde o final dos anos 80 e início dos 90. Mais recentemente, o esforço do desenvolvimento da tecnologia de ultracentrifugação se faz notar no contrato celebrado entre a MB e as Indústrias Nucleares do Brasil (INB) para a instalação de cascatas de enriquecimento de urânio na unidade de Resende/RJ, para a fabricação de combustível nuclear para as usinas de Angra 1 e 2. Outras informações sobre o processo de enriquecimento de urânio no mundo podem ser encontradas nas referências 4 e 5.

Conclusão

O desenvolvimento da tecnologia de ultracentrifugação de urânio é um marco de sucesso na história tecnológica do Brasil. Do interesse inicial do Almirante Álvaro Alberto, o qual tentou trazer centrífugas da Alemanha no pós-Guerra, enfrentando forte resistência externa, conseguiu-se com o esforço, dedicação, criatividade e obstinação de técnicos e engenheiros brasileiros, ao longo de 15 anos, conceber e aperfeiçoar uma série de máquinas para produção de material para uso no combustível nuclear, emprego pacífico da energia nuclear, como estabelece nossa Constituição Federal.

A decisão tomada no final dos anos 70 pela escolha da ultracentrifugação foi acertada, por ser um método muito eficiente, em termos de consumo de energia elétrica, e modular, trabalhando com unidades padronizadas e organizadas em arranjos em série e paralelo, o que garante boa flexibilidade operacional. Prova do acerto da decisão é visto na recente evolução tecnológica dos países que usavam a difusão gasosa, como os EUA e a França, para o processo da ultracentrifugação.

Como produtos do desenvolvimento da implantação da tecnologia de ultracentrifugação, foi desenvolvida no Brasil a produção de aços de alta resistência, assim como de válvulas especiais para operar com substâncias corrosivas. Igualmente importante, vários componentes de satélites e mísseis têm sido fabricados e testados usando recursos laboratoriais e industriais do CEA, originalmente estabelecidos para o desenvolvimento do programa nuclear conduzido pela Marinha. Recentemente, identifica-se também como resultado expressivo o trabalho conjunto da MB, Força Aérea Brasileira (FAB), universidades e institutos de pesquisa, para a produção no país de fibra de carbono de alto desempenho, por meio de convênio com a Financiadora de Projetos (FINEP), órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

Nesse sentido, confirma-se o lema “Tecnologia Própria é Independência”. Em nossa visão, é fundamental que as futuras gerações não deixem de trilhar o caminho de acreditar e utilizar o potencial nacional na suplantação de obstáculos ao nosso desenvolvimento. Somente com o domínio de tecnologia, principalmente com nossas próprias mãos e talentos, garantiremos o patamar necessário para a nossa plena autonomia e independência.

Notas
 
* Vice-Almirante (Engenheiro Naval – Ref.), foi o criador e coordenador do Programa Nuclear da Marinha de 1979-1994. Atualmente é Diretor-Presidente daELETRONUCLEAR.
 
** Capitão-de-Fragata (Engenheiro Naval), é o Coordenador do Programa de Separação Isotópica do Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo - CTMSP.

Referências bibliográficas
 
1 – Villani, S. – “Uranium Enrichment” – Topics in Applied Physics – Volume 35 – Springer Verlag – 1979.
2 – Green, R. – “Back to the future” – Nuclear Engineering International – Sept 2002.
3 - Upson, P – “Centrifuge Technology: the future for enrichment” – World Nuclear Association Annual Symposium – London – 2001.
4 – www.usec.com
5 – www.urenco.com


PINHEIRO DA SILVA, Othon Luiz. MARQUES, André Luis Ferreira. Enriquecimento de Urânio no Brasil: Desenvolvimento da Tecnologia de por Ultracentrifugação. Revista Eletrônica Estratégia Brasileira de Defesa - A Política e as Forças Armadas em Debate, Nº 20, Rio, 2011 [IBSN 00-28-11-1983].



Fuente:


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miércoles, 9 de mayo de 2012

Australia aprueba la venta de uranio a India

diciembre 5, 2011

El Partido Laborista australiano, en el poder, votó este domingo a favor de eliminar la prohibición de venta de uranio a India, tras un intenso debate sobre la proliferación nuclear y los temores por el medio ambiente.
JULIA GILLARD
La primera ministra, Julia Gillard, había propuesto hace unos días autorizar la venta a Nueva Delhi de esta materia prima producida en Australia.
Según ella, no era defendible aceptar la venta de uranio a potencias emergentes como China y no a India, “la mayor democracia del mundo”.
Canberra autorizaba la venta de uranio a China, Japón, Taiwán y Estados Unidos, pero no a India porque Nueva Delhi no ha firmado el Tratado de No Proliferación Nuclear, condición reclamada por el Partido Laborista para la venta de esta materia.
Varios delegados en la convención laborista, que se celebra estos días, subrayaron que India aceptaba ser controlada por parte de las autoridades de vigilancia de la energía nuclear civil.
Australia no es una potencia nuclear, pero es el tercer exportador mundial de uranio, tras Kazajistán y Canadá. Posee las mayores reservas mundiales de este mineral (23% del total), según la Asociación Mundial Nuclear.
AFP

CHINA CONTINUA SU PENETRACIÓN EN EL MERCADO DEL URANIO


Dentro de sus esfuerzos para asegurar el suministro de uranio para su creciente programa nuclear, China está a punto de adquirir la gran mina de Husab, en Namibia, propiedad de la empresa australiana Extract Resources. Se acerca así el final de las negociaciones entre Extract, su accionista Kalahari, la empresa Rio Tinto, propietaria de la gran mina de Rossing, adyacente a Husab, y la entidad china Taurus Mineral, filial de Guangdong Nuclear Power Group (GNPC) (Ver Flash de junio de 2011).

CGNPC adquirió la participación de Kalahari en Extract en diciembre de 2011, con lo que se convirtió en propietario de Extract al 42,74% y ello le obligó a ofertar por la totalidad de las acciones.
El precio ofrecido incondicionalmente ha sido de 9,24 dólares por acción y los directores de Extract han recomendado a los otros accionistas que acepten la oferta. La transacción podrá estar terminada a primeros de abril.

Husab es un yacimiento de mineral de uranio en terreno granítico, el de mayor ley en Namibia y el tercero del mundo, con unas reservas razonablemente aseguradas y probables de 320 millones de libras de U3O8, equivalentes a 123.000 toneladas de uranio.

Taurus proyecta comenzar las operaciones en 2014, de acuerdo con el estudio de viabilidad realizado por Extract en abril de 2011.

Por otra parte, China y Canadá han acordado firmar un suplemento a su acuerdo de cooperación nuclear existente por el cual se permitirá la exportación de uranio canadiense a China. Hasta ahora, la empresa canadiense Cameco vendía uranio a China, procedente de sus intereses mineros en otros países. Desde ahora podrá exportar productos canadienses, de acuerdo con los requisitos de no proliferación vigentes en Canadá.

Fuentes: World Nuclear News, 10 y 14 febrero y 1 marzo 2012

Exportaciones de uranio canadiense a China


Lista conjunta de resultados de visita de primer ministro canadiense a China

China y Canadá emitieron el día 9 en Beijing una lista conjunta de los resultados de la visita del primer ministro canadiense Stephen Harper a China.

A continuación se presenta el texto completo:

Lista conjunta de resultados de visita de primer ministro canadiense Stephen Harper a China

Por invitación del primer ministro Wen Jiabao del Consejo de Estado de la República Popular China, el primer ministro canadiense Stephen Harper hizo una visita oficial a China del 7 al 11 de febrero. Durante la visita, el presidente Hu Jintao, el presidente del Comité Permanente de la Asamblea Popular Nacional Wu Bangguo y el primer ministro Wen Jiabao sostuvieron reuniones con el primer ministro Harper. El viceprimer ministro Li Keqiang se reunió con el primer ministro Harper y ambos asistieron y pronunciaron discursos en el V Foro de Negocios China-Canadá.

Los líderes reiteraron los principios directrices descritos en la Declaración Conjunta China-Canadá de 2009 y su compromiso a fortalecer la asociación estratégica China-Canadá. Ambas partes acordaron mantener intercambios frecuentes de alto nivel, fortalecer la confianza política, ampliar la cooperación práctica, incrementar los intercambios entre personas y fortalecer las consultas y cooperación en asuntos internacionales y regionales con el espíritu del respeto, igualdad y beneficio mutuos. 

Los líderes también acordaron elevar la asociación económica al siguiente nivel a través de la mejora del régimen de inversión bilateral. Asimismo, las dos partes acordaron profundizar la cooperación económica y comercial e intensificar la cooperación en las áreas de energía y en otros recursos naturales, incluidos petróleo y gas, energía nuclear, energía renovable, productos forestales y minerales. 

Este desarrollo será fortalecido con la creciente cooperación en las áreas de agricultura, alta tecnología, tecnología no contaminante, protección del medio ambiente, ciencias de la vida, biofarmacia, aviación civil y servicios financieros, y entre empresas pequeñas y medianas, a fin de cultivar nuevos puntos de crecimiento de cooperación de beneficio mutuo. 

Ambas partes también acordaron incrementar el diálogo y los intercambios sobre derechos humanos, con base en la igualdad y el respeto mutuo, así como promover y proteger los derechos humanos de acuerdo con la Carta de las Naciones Unidas y de los instrumentos internacionales de derechos humanos.

Al haber alcanzado consenso, las dos partes anunciaron una serie de acontecimientos importantes y firmaron los acuerdos correspondientes. Estos incluyen a los siguientes:

1. Las dos partes anunciaron la conclusión de las negociaciones sustanciales sobre el Acuerdo de Promoción y Protección de la Inversión Externa bilateral. Ambas partes firmaron una declaración de intención y trabajarán para finalzar el texto dentro de sus respectivos procesos internos.

2. Los líderes acordaron que el estudio conjunto que se está realizando en el Grupo de Trabajo de Asociación Económica China-Canadá en áreas donde las economías son complementarias será completado para mayo de 2012, después de lo cual Canadá y China procederán a sostener discusiones exploratorias sobre la profundización de las relaciones comerciales y económicas.
3. Con el fin de fortalecer la cooperación bilateral en comercio y desarrollo de uranio, ambas partes sostuvieron discusiones fructíferas y, en principio, alcanzaron acuerdo sobre un instrumento legal para implementar el Acuerdo de Cooperación Nuclear bilateral, que facilitará las exportaciones de uranio canadiense a China. Ambas partes trabajarán para finalizar el texto dentro de sus respectivos procesos internos.

4. Las dos partes renovaron el Memorándum de Entendimiento Respecto a la Cooperación en el Area de Cooperación en Energía entre la Administración Nacional de Energía de China y Recursos Naturales de Canadá.

5. Las dos partes anunciaron su intención de concluir las negociaciones sustanciales para una actualización del Acuerdo China-Canadá para Evitar Impuestos Dobles. Ambas partes trabajarán juntas para finalizar el texto dentro de sus respectivos procesos internos.

6. Las dos partes anunciaron la conclusión de las negociaciones sustanciales sobre la enmienda al Acuerdo de Transporte Aéreo China-Canadá. Ambas partes trabajarán para finalizar el texto dentro de sus respectivos procesos internos. 

7. Las dos partes firmaron el Protocolo entre la Administración General de Supervisión de Calidad, Inspección y Cuarentena de China y la Agencia de Inspección de Alimentos Canadiense sobre los requerimientos de cuarentena y salud para el sebo de res industrial que se exportará de Canadá a China.

8. Las dos partes firmaron un Arreglo de Cooperación sobre Asuntos de Acceso a Inspección y Cuarentena entre la Administración General de Supervisión de Calidad, Inspección y Cuarentena de China y la Agencia de Inspección de Alimentos Canadiense.

9. Las dos partes firmaron un Memorándum de Entendimiento (ME) entre la Administración General de Supervisión de Calidad, Inspección y Cuarentena de China y la Agencia de Inspección de Alimentos Canadiense sobre un Plan de Cooperación para la Mitigación de Riesgos de la Leptosphaeria Maculans (Investigación Conjunta de Colza).

10. Las dos partes acordaron firmar en una fecha próxima un ME entre el Ministerio de Agricultura de China y el Departamento de Pesca y Océanos de Canadá sobre Cooperación en Pesca.

11. Las dos partes firmaron un declaración de intención para la cooperación en el área de ciencia, tecnología e innovación y anunciaron el tercer lote de proyectos de cooperación de ciencia y tecnología China-Canadá.

12. Las dos partes firmaron un ME sobre cooperación entre la Academia de Ciencias de China y Recursos Naturales de Canadá sobre el Desarrollo Sostenible de Recursos Naturales.

13. Las dos partes reafirmaron su intención de fortalecer la cooperación en el combate al crimen transnacional y repatriar a los fugitivos de acuerdo con sus leyes respectivas y mejorar la cooperación judicial y de aplicación de la ley y acordaron iniciar negociaciones sobre un acuerdo acerca del compartimiento de los bienes asegurados al crimen.
14. Las dos partes renovaron el ME entre el Ministerio de Educación de China y el Departamento de Relaciones Exteriores y Comercio Internacional de Canadá sobre el Programa de Intercambio de Expertos entre China y Canadá, y acordaron explorar medios adicionales para expandir el intercambio académico bilateral, aspirando a alcanzar la meta de que 100.000 estudiantes estudien en el otro país en un plazo de cinco años. Las dos partes reconocen que existe una necesidad particular de alentar a más estudiantes canadienses para que estudien en China.

15. Las dos partes subrayaron la naturaleza complementaria de sus respectivas industrias de aviación civil y el importante papel que desempeñan en la contribución del crecimiento y la prosperidad tanto de Canadá como de China, y la conveniencia de fortalecer la colaboración en esta área.

16. Las dos partes planean llevar a cabo una serie de actividades culturales mutuas en 2013 y 2014.

17. Siguiendo el acuerdo de China y Canadá, la Asociación China de Jardínes Zoológicos firmará un acuerdo con los zoológicos de Toronto y Calgary para proporcionar un par de pandas gigantes por 10 años como colaboración en la investigación sobre la conservación.

18. Las dos partes firmaron el ME entre la Administración Estatal de Silvicultura de China y la Agencia de Parques de Canadá para cooperar en temas relacionados con áreas protegidas.

19. Ambas partes aplaudieron la elevación del Consulado de Canadá en Chongqing a Consulado General.

20. China dio la bienvenida a la disponibilidad de visas canadienses de entrada múltiple para ciudadanos chinos válidas durante un período de diez años. Las autoridades correspondientes sostendrán consultas bilaterales para la mayor simplificación de los trámites para la obtención de visa.

21. Las dos partes reafirmaron que China y Canadá tienen importantes intereses compartidos en la promoción de la paz, la seguridad y el desarrollo sostenible regional y globalmente, y acordaron fomentar la coordinación y la cooperación en la ONU, el G20, APEC y otras instituciones multilaterales, así como en importantes asuntos internacionales y regionales. Las dos partes acordaron que China y Canadá están dispuestas a trabajar constructivamente con otros países de la región para impulsr la paz, la seguridad y la estabilidad de la región de Asia Pacífico.

22. Durante la visita, empresas de los dos países firmaron más de 20 acuerdos comerciales.
Fuente: Xinhua, 10/02/2012

Macusani Yellowcake and Southern Andes Announce Completion of Merger and Consolidation of Major Uranium Land Position


April 13, 2012 13:32 ET
TORONTO, ONTARIO--(Marketwire - April 13, 2012) - Macusani Yellowcake Inc. (TSX VENTURE:YEL)(FRANKFURT:QG1) ("Macusani") and Southern Andes Energy Inc. (TSX VENTURE:SUR) ("Southern Andes") are pleased to announce that the merger of the two companies has now been completed.
Mr. Peter Hooper, President and CEO of Macusani, stated: "We are extremely pleased the merger with Southern Andes is complete and look forward to realizing the potential of our dominant land position of over 90,000 hectares (900 km2) in the highly prospective Macusani plateau uranium district. We are now in a position to explore the combined geological anomalies which extend from our NI 43-101 compliant resources onto the new properties.
Our cash reserves of $12.9M (approximately 8 cents per share) are sufficient to carry out an intensive drilling campaign to the end of 2013."
Merger Details
Under the terms of the merger, Macusani has acquired all of the outstanding common shares of Southern Andes with shareholders of Southern Andes entitled to receive 0.8 of a common share of Macusani for each common share of Southern Andes held.
To receive the shares of Macusani to which they are entitled under the merger, registered Southern Andes shareholders are required to deposit their Southern Andes share certificates with the depositary for the transaction, Equity Financial Trust Company, at its principal office in Toronto, together with a duly completed and sign letter of transmittal which was sent to Southern Andes shareholders with Southern Andes' proxy materials. Shareholders of Southern Andes who are not registered and hold their shares through a bank, broker or other nominee, are not required to take any action to receive their Macusani shares.
In connection with the merger, Macusani has issued 59,271,761 common shares and has reserved a further 28,717,797 common shares for issue on the exercise of former Southern Andes options and warrants.
In accordance with the terms of the merger agreement dated February 3, 2012 between Macusani and Southern Andes, governing the merger, subject to regulatory approval, Nicholas Tintor and Robert Boaz, former directors of Southern Andes, have joined the board of Macusani. Prior to completion of the merger, Southern Andes completed the distribution to shareholders as a return of capital of 33,333,333 common shares held in the capital of Caracara Silver Inc. (TSX VENTURE:CSV) ("Caracara") (approximately 0.45 common shares of Caracara (each, a "Caracara Share") for each Southern Andes share held). For tax purposes, the directors of Southern Andes have fixed a fair value of $0.09 for each Caracara Share distributed. However, this determination is not binding on the Canada Revenue Agency. Shareholders of Southern Andes are advised to consult with their tax advisors regarding the distribution of the Caracara Shares, as the distribution resulted in a reduction of paid-up capital for Southern Andes. As a result, shareholders of Southern Andes will be required to reduce their adjusted cost base of their shares in Southern Andes by the amount of the paid-up capital reduction.
As a result of the distribution of the Caracara Shares and merger, the terms of exercise of former warrants of Southern Andes have been adjusted pursuant to anti-dilution adjustments contained in the instruments governing such warrants. Each of the 19,680,000 warrants issued by Southern Andes on December 17, 2010 and exercisable on or before December 17, 2012 to acquire one common share of Southern Andes at a price of $0.60, now entitles the holder to acquire 1.089 common shares of Macusani upon exercise at a price of $0.551 per share. Each of the 3,125,000 warrants issued by Southern Andes on March 16, 2010 and exercisable on or before September 16, 2012 to acquire one common share of Southern Andes at a price of $0.45, now entitles the holder to acquire 1.089 common shares of Macusani upon exercise at a price of $0.413 per share. Each of the 1,968,000 broker warrants issued by Southern Andes on December 17, 2010 and exercisable on or before December 17, 2012 to acquire one common share of Southern Andes at a price of $0.40, now entitles the holder to acquire 1.089 common shares of Macusani upon exercise at a price of $0.367 per share. The expiry dates of the warrants remain unchanged.


About Macusani Yellowcake Inc.
Macusani Yellowcake Inc. is a Canadian uranium exploration and development company focused on the exploration of its properties on the Macusani Plateau in south-eastern Peru. Macusani owns interests in concessions which cover over 90,000 hectares (900 km2) and are situated near significant infrastructure. Macusani is listed on the TSX Venture Exchange under the symbol 'YEL' and the Frankfurt Exchange under the symbol 'QG1'. For more information please visit www.macyel.com.


Forward Looking Information
This news release includes certain forward-looking statements concerning the future performance of Macusani's and Southern Andes' business, operations and financial performance and condition, as well as management's objectives, strategies, beliefs and intentions. Forward-looking statements are frequently identified by such words as "may", "will", "plan", "expect", "anticipate", "estimate", "intend" and similar words referring to future events and results. Forward-looking statements are based on the current opinions and expectations of management. All forward-looking information is inherently uncertain and subject to a variety of assumptions, risks and uncertainties, including the speculative nature of mineral exploration and development, fluctuating commodity prices, competitive risks and the availability of financing, as described in more detail in the both companies recent securities filings available at www.sedar.com. Actual events or results may differ materially from those projected in the forward-looking statements and Macusani and Southern Andes caution against placing undue reliance thereon. Neither the companies nor their management assume any obligation to revise or update these forward-looking statements.
Neither TSX Venture Exchange nor its Regulation Services Provider (as that term is defined in the policies of the TSX Venture Exchange) accepts responsibility for the adequacy or accuracy of this release.

For more information, please contact
Macusani Yellowcake Inc.
Peter Hooper
President and CEO
+1-416-628-9600
peter@macyel.com

Source: http://macyel.com/investors/pr13apr2012.php

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Company Profile

Macusani Yellowcake Inc. is a Canadian uranium exploration and development company currently focussed on the exploration of its Kihitian Property on the Macusani Plateau in south-eastern Peru. The Company owns interests in concessions which cover over 90,000 hectares (900 km2) and are situated near significant infrastructure. Recent drilling carried out by the Company continues to demonstrate high-grade uranium intersections at Kihitian from which the Company plans to advance to a resource estimate by 2012. Macusani Yellowcake is listed on the TSX Venture Exchange under the symbol 'YEL' and the Frankfurt Exchange under the symbol 'QC1'.

Investment Highlights

  • Cash reserves of $12.9M(April 2012) representing ~8 cents share cash value; sufficient to carry out exploration to the end of 2013
  • 0.3 M lbs Measured, 10.1 M lbs Indicated, and 17.0 M lbs Inferred Resources delineated to date
  • Large, near-surface, open-pittable deposits with recoveries ranging from 84% - 99%
  • Estimated cash production cost of < $22 /lb (2010 PEA)
  • Resource friendly jurisdiction of Peru with superb infrastructure (roads, power, water, labour, etc.)
World Class Management Team
The board of directors and senior management team have a wealth of experience with uranium and working in South America. The Company is headquarted in Toronto with field offices in Peru.

Responsible Exploration Practices
Macusani Yellowcake is committed to balancing profitability with sustainable development practices. By working closely with the local community and Peru goverment officials, the Company is helping realize the potential of the Peru's vast mineral wealth in a sustainable way.








Se está impulsando la producción de uranio en el Perú


APR 16, 2012
Para aquellos que todavía no lo saben, hay grandes cantidades de uranio en el Perú y un artículo publicado porReuters señala cómo los recursos de uranio se están desarrollando en el Perú junto con los planes para la primera mina de uranio en el Perú en la misma región que las propiedades de Fission en Macusani.

El artículo en Reuters ha surgido de una entrevista con el Presidente Ejecutivo  (CEO) de Macusani Yellowcake, Peter Hooper, quien explica que el nuevo estimado oficial que será divulgado formalmente por su compañía el próximo mes, calcula que los yacimientos de uranio que se cree que existen en sus propiedades es de 40 millones de libras y en el artículo, Hooper señala los planes de la compañía para la primera mina de uranio en Perú.

Macusani no es la única compañía que considera que hay un valor significativo en la zona sureste del Perú y aunque usted puede haberse puesto al corriente con todas las excelentes noticias que hemos publicado durante los últimos doce meses sobre nuestras propiedades de Waterbury Lake y de PLS es posible que le interese informarse un poco más sobre nuestra propiedad en Perú y, si es así revise nuestra información general, fotos y mapas de Macusani o contáctese con nosotros.


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PDAC-Macusani to boost Peru uranium resource by 50 pct

* Canada explorer says well funded for next 18 mos
Wed Mar 7, 2012 1:34pm EST
* Plans to release new resource estimate by April
* Aims to have drills operating later this year
TORONTO, March 7 (Reuters) - Canada's Macusani Yellowcake, moving forward with plans to develop Peru's first uranium mine, has outlined a new deposit on its property that will boost the company's resource by almost 50 percent, its chief executive told Reuters.
Macusani next month will release a new official estimate that increases the amount of uranium believed to be contained at its project to about 40 million pounds from a current 27 million pounds, CEO Peter Hooper said on the sidelines of the PDAC conference in Toronto.
The event, the global mining industry's largest annual gathering, is organized by the Prospectors and Developers Association of Canada.
"The plan is to have 50 to 60 million pounds by the end of this year," said Hooper. "Hopefully, next year, we'll get up to 100 million pounds."
Toronto-based Macusani is exploring numerous deposits in the Macusani plateau in Southern Peru and has outlined four main targets for development.
The company, which is taking over its neighbor Southern Andes Energy, plans to have six drills running on the combined properties throughout the second half of 2012.
"The merged companies gives us an extension of all our properties," said Hooper. "So there's an immediate bump, that's where the extra drills are going."
If shareholders approve the takeover, the company will have about $13 million in the bank, plenty of funds to keep the drills turning for about 18 mouths, said Hooper.
The British Geological Survey discovered the Macusani uranium district, tucked into the southeast corner of Peru, during the 1980's.
The barren fields, which contain millions of pounds of uranium, are now being explored by Macusani, Fission Energy and Vena Resources, a company backed by Cameco Corp, Canada's largest uranium producer.
Hooper, who has had talks with Fission in the past, sees his company building a central processing plant and trucking ore from satellite deposits to be processed into yellowcake, or partially processed uranium, for shipment.
Macusani aims to produce 5 million pounds a year, with a scoping study expected by the end of this year.
The company will then move toward permitting, construction and operations, though Hooper would be open to making a deal with a more experienced uranium producer.
"If this gets to that stage we will become a target, that's for sure," he said.
CHALLENGES AHEAD
Macusani's plans are ambitious, and there are challenges in developing an entirely new uranium district. The deposits are low grade and the uranium price will need to rise into the $60 a pound range for the project to be economically feasible.
Since Japan's Fukushima nuclear disaster last March, the uranium price had hovered around $50 a pound.
"One of the perceptions is this is too low-grade, full stop," said Hooper. "Well, low grade works, if it's the right volume and it's the right economics."
He sees the potential for a low-cost, heap leach process, similar to that proposed for various projects in Africa.
With heap leach, the ore is piled onto a heap and sprayed with an acid solution that dissolves the uranium. The uranium is then collected and pumped to an ion-exchange system, which converts the liquid to a solid yellowcake for shipping.
Macusani plans to release a study on the project metallurgy in the second quarter of this year.
With good infrastructure, including existing roads and a nearby power source, Hooper expects capital costs to be in the range of $400 million.
Hooper, an avid kayaker who has spent his career in regions ranging from South Africa to the northern reaches of the Canadian province of Manitoba, is now eyeing negotiations with the Peruvian government over permits.
"We would like to push this and have a prefeasibility out by 2013," he said. "So we need to start talking now."


“Retos significativos para obtener suministros y la escasez creciente de suministros en un futuro muy cercano".

Dice el Presidente Ejecutivo de Cameco
APR 24, 2012

En una conferencia de inversionistas realizada el martes, (cubierta por The Canadian Press) Tim Gitzel, Presidente Ejecutivo de Cameco, emitió una fuerte advertencia sobre una escasez inminente del suministro de uranio. "Con Fukushima o sin Fukushima, la situación energética a nivel mundial permanece sin cambios. Se necesitará enormes cantidades de electricidad fiable y asequible para cumplir con la demanda futura".

La demanda mundial de electricidad se ha triplicado desde la década de los 80 y se espera que nuevamente se duplique en las próximas dos décadas. Sin embargo, si bien la demanda de uranio llegó a 165 millones de libras en el 2011, sólo se produjo 143 millones de libras. La escasez ha hecho que en el pasado se compense con el acuerdo HEU firmado con Rusia – un acuerdo que pronto finalizará, por lo que habrá más presión en la producción. Como Gitzel citó en el artículo presentado ayer en la conferencia, esto: “Plantea la gran pregunta: ¿de dónde se va a obtener esta producción?"

El artículo de The Canadian Press presenta un punto de vista equilibrado y destaca el evento de Fukushima que originó la decisión de Alemania de cerrar sus reactores (aunque recientemente tuvo que volver a encender algunos de ellos durante el invierno helado). Sin embargo, esto coloca a Fukushima dentro del contexto y el hecho indiscutible es que la demanda de uranio ya supera notablemente la producción de las minas y la demanda sólo puede crecer ya que India, China, Corea del Sur e incluso países como EEUU continúan con sus planes para tener nuevos reactores.

Esto es un problema porque como Gitzel indica, "Las minas de uranio en general son difíciles de hacer entrar en funcionamiento hasta en los mejores tiempos y actualmente, con los menores precios de uranio, estamos viendo que los retrasos y cancelaciones de proyectos se están volviendo algo común ya que los proponentes no pueden satisfacer las pruebas de factibilidad. Como resultado, creemos que la industria podría enfrentar retos significativos de suministro y problemas cada vez mayores de interrupciones en el abastecimiento podrían presentarse en un futuro muy cercano".